Rio Comprido: Memória Oral

    Resgatando a memória do bairro, identificando os valores de alguns atuais ou de  antigos moradores do Rio Comprido, buscamos valorizar vivências e reforçar identidades que marcam este lugar singular da cidade do Rio de Janeiro. 


Rio Comprido - Memória Oral  


1) Zeny Rosendahl - Antiga moradora do bairro

Moradora de um sobrado ainda existente na Rua Itapiru 1580 sendo hoje é apenas um armazém fechado. Zeny, através de suas memórias, fala sobre a vida no bairro e as mudanças que foram ocorrendo, de uma forma cronológica, desde da década de 1960 até 1980. Um amplo leque de informações sobre um passado super interessante deste bairro é falado neste vídeo. Zeny é atualmente professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro onde enfatiza o estudo da geografia humana, estudando amplamente os temas geografia e religião. Assista o vídeo. 



"Se pudéssemos fazer uma comparação entre as décadas de 1960 a 1980, observamos uma re-funcionalização do bairro." - Zeny Rosendahl





2) Marcelo - Morador do Rio Comprido desde 2004

Mestre em Geografia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e também pesquisador da mesma. Atualmente é Professor de Geografia do Colégio Pedro II e da Escola Alemã Corcovado. Ex-morador de Copacabana, fala sobre sua mudança de moradia que ocorreu no ano de 2004 e como esta mudança alterou o seu modo de viver a partir daí. Morador do Rio Comprido há oito anos, Marcelo faz críticas e propõe sugestões de melhorias para o bairro.





"Quando eu viajei para a Europa, eu falei assim: gente esse chafariz aqui tem no Rio Comprido." - Marcelo Alonso


3) Dona Edith e Seu Filho Maurício - Antigos Moradores da Rua Santa Alexandrina 

Edith Camile Werner de Carvalho Vianna, este é o nome de uma das primeiras moradoras do Rua Santa Alexandrina. Edith e Claúdio (seu marido) moravam em um casarão que se localizava aonde é hoje a entrada do túnel Rebouças. Descrevendo fielmente como era este casarão e suas vivências no antigo bairro do Rio Comprido, Edith também resgata valores da época e junto com seu filho Maurício, falam sobre como ocorreu a derrubada de sua casa para a construção do Elevado Freyssinet.



"A casa tinha ao todo trinte e duas portas e umas trinta janelas. Era um casarão, era um solar." - Edith Camile

Fique de olhos nas atualizações. Em breve iremos postar mais vídeos das entrevistas feitas pela Equipe Do Laboratório de Ensino de Geografia do CAp/UERJ. Caso você usuário do blog, conheça algum antigo morador do bairro, envia-nos um e-mail para que possamos entrar em contato e quem sabe, este antigo morador também poderá ter a sua entrevista postada aqui. 

4) Inah Castelo de Teves e Maria Lygia Niemeyer, antigas moradoras do Rio Comprido

Nesta entrevista, Inah Castelo de Teves relata aonde era sua antiga residência no bairro, fala de seu bisavô, Caetano Martins, que deu nome a rua, descreve como era a vida no bairro do Rio Comprido e as principais características do bairro que se perderam e algumas ainda permanecem. 

"O Frei Romeu, foi o primeiro que fez o atendimento ambulatorial na igreja. Quando ele faleceu o bairro do Rio Comprido inteiro parou, foi o dia todo de cortejo." - Inah Castelo


Eis alguns trechos das falas das entrevistadas que não foram gravadas. 

"Cecília Meirelles morava na Rua da Estrêla. Em frente a minha casa. A casa ainda está lá, em frente ao número 87. A Rua Dona Cecília foi em homenagem a ela." - Inah

Segundo Inah, procuramos o endereço e encontramos a casa, pelo Google Street da Google Maps. Eis a foto ao lado. 

"Aonde é hoje o Hospital Salles Neto, ficava a Chácara do Conde Estrêla que era um casarão com muitos quartos e escadarias e na esquina em frente existia um sobradinho de dois andares." - Inah

"A casa que pertenceu a Chapot Prevost fica na Rua Santa Alexandrina." - Lygia

"Meu pai trabalhava na prefeitura, ele era assessor do prefeito Henrique Dodsworth, ele era diretor de parques e jardins. Então as pessoas que moravam no bairro batiam lá em casa e perguntavam porque meu pai não deixava passar o túnel no bairro, e ele respondia  eu não vou deixar passar o túnel porque as primeiras pessoas que irão se mudar são vocês mesmo." - Inah

"Aqui tinha a Casa de Saúde Santo Agostinho. Que depois passou a ser o Hospital Pedro de Alcântara. O bonde subia e fazia o contorno lá em cima na Santa Alexandrina, era o bonde 47. O Bonde Estrêla era o 46. E o bonde Matoso era o 51." - Lygia



"Existia no Rio Comprido a padaria Maia, que era a única do bairro, ela fornecia pão para a prefeitura. Eles eram os únicos que faziam os pãezinhos para os soldados no tempo da guerra." - Inah

Ao lado, eis a foto da antiga Padaria Maia. A localização era na Esquina de rua da Estrela com Praça Conde Paulo de Frontin, na calçada da Escola Municipal Pereira Passos, onde hoje é a Ondina e a Padaria Lamego.

"Existia o Cinema Apolo, que ficava na esquina da Praça Condessa com a Paulo de Frontin. Que passava filmes em séries." - Inah